O medo deixa marcas

Tem medo que passa, mas tem medo que fica.

Alguns vão embora quando a gente acende a luz, sai pra rua, se distrai com a vida. Outros não. Eles ficam ali, quietos, meio escondidos, mas nunca somem de verdade.

Esse site nasceu justamente disso.

Não é um espaço pra explicar o terror, nem pra listar monstros ou dar susto em ninguém. O que sempre me interessou foi o que sobra depois. Aquela sensação estranha. A lembrança que volta quando a casa está silenciosa demais. O pensamento que aparece sem ser chamado.

Pra mim, terror nunca foi sobre criaturas.
Sempre foi sobre pessoas.

Sobre aquele corredor escuro que todo mundo já atravessou correndo.
Sobre um quarto que um dia teve barulho e hoje só tem eco.
Sobre o silêncio que parece olhar de volta.

Aqui eu quero falar disso tudo. Dos livros que mexem com a gente, dos autores que ensinaram a ter medo do cotidiano, e também de como nascem as histórias — às vezes de um sonho ruim, às vezes de uma memória que a gente nem queria lembrar.

Talvez o medo seja só memória.
Talvez seja um jeito de lembrar que a gente está vivo.
Ou talvez algumas coisas simplesmente nunca acabem.

O terror quase nunca começa com um grito.
Na maior parte das vezes, ele começa no silêncio.

Bem-vindo ao Vestígios do Mal.